terça-feira, 28 de julho de 2009

A Capela Dourada

A Capela Dourada em Recife, PE, pertence a Ordem Franciscana e está localizada dentro do Convento e Igreja de Santo Antônio, e que inclui também o Museu Franciscano de Arte Sacra.
A construção da capela foi fruto de uma iniciativa dos Irmãos da Venerável Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, criada na cidade no século XVI. Sendo muitos de seus membros abastados, decidiram erguer uma capela para os noviços da Ordem. A pedra fundamental foi lançada em 13 de maio de 1696 e a capela foi aberta ao público em 15 de setembro de 1697, embora ainda não estivesse inteiramente terminada, permanecendo em obras até 1724.
Nascendo em uma época de grande prosperidade na região, ao longo do tempo a capela recebeu melhorias e rica decoração barroca, e sua condição atual data basicamente dos séculos XVII e XVIII. Seu nome deriva da grande quantidade de ouro empregada na cobertura da exuberante talha de madeira que forra praticamente todos os espaços das paredes, altares e teto.
A sua construção e decoração contou com a participação de diversos artistas de importância na região. O teto é dividido em caixotões para painéis pintados a óleo, contendo diversas cenas.
A capela-mor, com um nicho central para um grande crucifixo e nichos laterais para São Cosme e São Damião, foi entalhada em 1698 e dourada um século depois, mais precisamente em 1799.
Ao longo das paredes laterais existe uma série de painéis de azulejos portugueses, altares menores com importante estatuária, dos quais se destacam: Santa Isabel, Cristo atado à coluna, o Senhor dos Passos [com uma imagem de roca em tamanho natural com incrustações de rubis], e dezenas de painéis pintados representando santos e personificações das virtudes da Fé, Esperança, Caridade e Constância. As pinturas foram executadas entre os séculos XVIII e XIX, sendo dignas de maior atenção duas, de grandes dimensões, junto às bancadas, representando a prisão e morte de mártires franciscanos, cujos algozes, curiosamente, tiveram suas faces apagadas e riscadas, em data desconhecida, pela indignação de algum devoto.
Na sacristia existe ainda mobiliário esculpido em jacarandá, datando de 1762, além de uma mesa de mármore e de um lavabo importados de Estremoz.
Ao passearmos hoje pelo centro do Recife fiquei maravilhado com a beleza deste importante monumento e mais feliz ainda ao saber que seus azulejos portugueses estão sendo devidamente restaurados.
Cuidar de nossa história deveria ser uma característica salutar de todos.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Osíris

Osíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito devido ao grande número de templos que lhe foram dedicados por todo o país, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até à era Greco-Romana quando o Egito perdeu a sua independência política. Marido de Ísis e pai de Hórus, era o chefe dos deuses egípcios, que presidia ao julgamento dos mortos na 'Sala das Duas Verdades'. O significado exato do seu nome é desconhecido. Entre os vários significados propostos pelos especialistas, encontram-se hipóteses como 'Aquele que ocupa um trono' ou 'Aquele que copula com Ísis'. Contudo, a interpretação considerada mais aceitável é a que considera que Osíris significa 'O Poderoso'.
A representação mais antiga conhecida de Osíris data de 2300 a.C. e a mais comum corresponde ao de um homem mumificado com uma barba postiça, com braços que emergem do corpo cruzados sob o peito. As suas mãos seguram os ceptros 'hekat' e 'nekhakha'. Na cabeça Osíris apresenta a coroa 'atef', isto é, uma coroa branca com duas plumas de avestruz. Em algumas representações pode ter um 'uraeus' [serpente] sob a coroa e uns cornos de carneiro, em outras uma múmia deitada de cujo corpo emergiam espigas. Esta última representação está associada a um prática dos egípcios que consistia em regar uma estátua do deus feita de terra e de trigo. Estas estátuas eram depois enterradas nas terras agrícolas, acreditando-se que seriam a garantia de uma próspera colheita. Este costume está atestado desde a Pré-História do Egito até à época ptolomaica.
A pele do deus poderia ser verde ou negra, cores que os egípcios associavam à fertilidade e ao renascimento. A representação de Osíris como um animal era rara. Quando se verificava o deus poderia surgir como um touro negro, um crocodilo ou um grande peixe. Alguns autores especulam que o mito de Osíris possa ter ligações com eventos históricos. Assim, Osíris seria um chefe nômade responsável pela introdução da agricultura na região do Delta. Aqui teria entrado em conflito com Seth, líder das populações do Delta, teria sido morto por ele e vingado pelo seu filho.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Ísis


Ísis é uma deusa egípcia, filha do deus da terra, Geb, e da deusa do céu, Nut, esposa de Osíris, e mãe de Horus. Sob a forma de serpente se ergue na fronte do rei para destruir os inimigos da luz, e sob a forma da estrela Sótis anuncia e desencadeia as cheias do Nilo. É a deusa da divinação, dos partos, das artes, da harmonia e das festas, que auxiliava a arrecadar fundos para as mesmas e também a deusa do amor e da mágica que tudo perdoa a seus seguidores. Ísis é anterior a toda a criação, sendo paciente e sábia e assim como a Virgem Maria concebeu seu filho por meios divinos. Do morto e castrado Osíris, extraiu por conta própria a semente viva e muitas vezes aparece em pinturas ou esculturas com Hórus, sobre o joelho com o busto nu em total inocência para alimentar o jovem deus. Conhecia ofícios e sabia ler a mente das pessoas. Foi amplamente cultuada não apenas no Egito, mas também nos povos vizinhos. Dizem ser a dança do ventre originária da dança sacerdotal executada pelas sacerdotisas da deusa em seus templos.

domingo, 5 de julho de 2009

Anúbis


"Nós, os Chacais, sacerdotes de Anúbis, somos os guardiães de suas tumbas gloriosas ou sepulturas humildes. Somos os guardiães dos mortos. Somos os servos de Anúbis. Somos a Cinópolis."
- Capítulo dos Mortos, Livro de Maat
As origens do Senhor Anúbis não são muito claras. Alguns historiadores dizem que sua mãe foi Néftis, que durante uma briga com o marido Seth passou-se por Ísis e teve relações com Osíris. Deus egípcio da morte, dos moribundos e do embalsamamento, seus sacerdotes usavam máscaras de chacais durante os rituais de mumificação. A associação de Anúbis com chacais provavelmente se deve ao fato destes perambularem pelos cemitérios.
P.S.: A todos que sentiram minha falta ao longo deste mês, um imenso obrigado pelo carinho depositado aqui. Voltar sempre é bom e sentir-se querido mais ainda. Beijos a todos.