terça-feira, 19 de outubro de 2010

A História Sem Nome, capítulo 03.

O russo

O sorriso matreiro tinha um olhar inquisidor. A* olhava-o de cima a baixo. Seus olhos percorriam pés (gostava de pés), as panturrilhas rijas, coxas grossas, glúteos firmes, peitoral avantajado, sem pelos, ombros largos e braços fortes. “Uma delícia” dizia para si mesmo. Sentou-se ao seu lado.
- Então é você quem eu devo encontrar aqui?
- Talvez. Vejamos, me diga você se eu sou quem procura?
- Sinceramente eu gostaria que fosse.
O rapaz riu.
“Eu sou B*, sou um telepata, daqui para frente vamos nos comunicar apenas assim. É mais seguro por telepatia. Preste atenção no que direi.”
Aquela altura nada mais surpreendia A* que entendia tudo ao mesmo tempo em que estudava o telepata à sua frente. Ele possuía um semblante intelectual. Não era apenas um corpo. Despertava vontade de conhecer mais e mais.
Ao ouvir tudo que B* lhe dissera, A* mergulhou na piscina. Sabia o que seu corpo molhado provocava. Ouvia alguns elogios e deitou-se em uma das cadeiras onde podia perceber um homem de mais ou menos sessenta anos, gordo, peludo com cabelos grisalhos e uma espessa barba lhe observando. Era ele.
- Tudo bem, mas transar com ele, eu não vou, disse para si mesmo. Ao longe, podia ver B* a sorrir.
“Não importa o que faça com ele, apenas descubra o que ele sabe.”
Aproximou-se do homem e nem meia dúzia de palavras foram necessárias para levá-lo até a cabine.
- Então você é russo?
- Na verdade eu nasci na Ucrânia, mas vim para cá bem garoto. Desde que cheguei aqui ganhei este apelido e nem adiantava explicar...
O eslavo iniciou uma conversa longa sobre sua vida triste e sacrificada. Coisa que definitivamente não agradava o mutante. Resolveu interromper segurando-o pelo braço. Ao olhar em seus olhos disse:
- Espere! Com um tom imperativo, A* o segurava fortemente. Ele podia sentir suas entranhas, seus medos, desejos, sua força vital. Lia sua alma como um raio X e o gordo eslavo sentia medo e dor. Parecia que uma lâmina o cortava em pequenos pedaços como uma carne sendo fatiada no açougue sem nada poder fazer. Estava completamente petrificado e o que pareciam horas na verdade duraram apenas alguns minutos, mas o suficiente para que o poderoso mutante pudesse desvendá-lo.
A* terminara seu trabalho. Tinha sido muito fácil. Ao se encontrar com B* perguntara:
- Porque você mesmo não fez isto?
- Eu sou um telepata. Posso ler a mente das pessoas, mas não a alma delas como você.
- Sinceramente não é algo que eu goste de fazer!
Sem se importar com isso B*, o interrompe.
- E o que descobriu?
- O suficiente.
- E o que fez com ele? Não consigo ler sua mente! Você o matou?
- Não! Mas alterei sua memória. Ele nunca mais voltará a procurar o sobrinho de dez anos!
B* olhara para A* com admiração. C* Estava certo. Havia bondade em seu coração.
- E agora qual o próximo passo?
- Vamos esperar os outros. O que você descobriu será muito importante para a continuidade do plano.
- Ainda não estou a par deste plano...
- Preocupe-se apenas em executá-lo
- Gosto de saber onde estou me metendo.
- Sim, eu entendo, mas não se preocupe, será bem recompensado.
- Não entrei nisto por dinheiro.
- Mas nem sempre as recompensas são em dinheiro.
- Que espécie de recompensa será então?
- No momento devido você saberá. O que posso dizer é que nós viemos até você, apenas atendendo a um chamado seu.
Esta revelação era a certeza que A* precisava. Ele estava certo em unir se aqueles mutantes. Suas perguntas, enfim, teriam respostas.
- Mas deixemos isto agora. Sei que ao longo de sua vida acumulou muitas dúvidas e nenhuma resposta, entretanto posso garantir que todas as suas perguntas terão uma solução, espere apenas o momento certo.
- E o que fazemos ate lá?
- Podemos fazer muitas coisas...
Não foi preciso dizer mais nada. A* já segurara a cabeça de B* e puxara em sua direção. O beijo era forte e quente. Eles se seguravam como se o mundo fosse acabar naquele instante. Aquelas mãos percorriam aqueles corpos perfeitos de um jeito voraz. Havia dentro deles uma força animal, a verdadeira força da natureza...

15 comentários:

Guará Matos disse...

Mais um conto bem narrado.
Abraços.

FOXX disse...

gente, mutantes?

Khmer girl disse...

Hello my friend, Your site is great, good job you do.

I also created many blogs but not good like yours,So please


could you exchange link with me?

Here are my blogs. you could choose to exchange ,

http://khmernewstoday.blogspot.com/

http://www.khmergay.net/

Wans disse...

tem um Livro chamado "Hero" do perry Moore que vc iria amar! Só que só tem em inglês.

bjão

Inside Me disse...

haha, serginho, eu pensei q era um episódio de Heroes, lol
adorei isso: "Mas alterei sua memória. Ele nunca mais voltará a procurar o sobrinho de dez anos!" gente virei fã do A. Rapaz, pense numas figuras, um ler a a mente outro a alma... combinação perigosa... e pode ser útil tb, oh se pode!

Le Voyeur disse...

uia...
adorei!!!

abraços
voy

São disse...

Sua escrita me agrada, viu?
Um abraço para aí.

Wanderley Elian Lima disse...

Oi menino
Estou sem perde um capítulo. Cheguei e me atualizei.
Bjux

Renato Orlandi disse...

Estou chocado. O.O

Atreyu disse...

A imagem e o texto.. tipo...
Fiquei sem palavras

DO disse...

Valeu grande Serginho.
Adorei sua visita hj por la.

Abração!

Lobo disse...

Eu tenho medo de telepatas. pronto, falei. Habilidade mais invasiva... ahauahauahauahu

Três Egos disse...

adoro mutantes!

rs

muito boa a narrativa!

beijo!

Paulo Braccini disse...

a única coisa q faltava ao seu conto neste capítulo vc introduziu na dose exata ... SENSUALIDADE ... perfeito mesmo ...

Adorando querido ...

[ei! "prestenção" ... não me venha dizer depois q não passo por aqui e q não comento viu? kkkkkkkkk]

bjux despudorados ao amigo

;-)

Glaukitos disse...

o final do capítulo foi digníssimo,rsrsrs