sábado, 30 de julho de 2011

Edu

Edu é um moço gentil, de caráter benevoltente e honestidade incontestável. Por mais que ele diga que seu alter ego seja o Darth Vader, aqui mais uma vez ele deixa claro sua docilidade. E ainda me emprestaria sua crocs!

Serginho: Então, vamos lá, você tem uma forma peculiar de escrever, é proposital?
Edu: Inconsicente, talvez. Proposital só no sentido de que parece que tem gente que gosta, então eu continuo com meu jeitinho.
Serginho: É uma forma também de não se expor tanto em um diário?
Edu: Às vezes o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária mete uma certa censura. Afinal, mesmo sendo meu diário tem coisa que não 1) pode 2) deve 3) fica divertida sendo exposta literalmente. :-)
Serginho: A internet é dinâmica, as redes sociais tem proliferado dia após dia. O que acha disto? Como você participa destas mídias?
Edu: Ah, as redes sociais... Você sabe que demorei a me "converter", né? Era bicho-de-blog e não queria dar bilhões ao talzinho do FB. Mas com a gentil insistência do Urso Left eu entrei. E aos poucos achei um jeito gostoso de interagir com ela. Não que eu pretenda migrar o blog pra lá, mas gosto da interação imediata que proporciona. Já o twitter eu só uso pra xingar mooooito.
Serginho: O que poderia citar como pontos positivos e negativos que elas trazem?
Edu: Tá rolando uma discussão atualmente sobre a tal da FOMO (Feeling of Missing Out ou coisa parecida), que é quando vc sente que todo mundo (mesmo) tá se divertindo lá fora e vc não. Povo postando das festas, exposições, da rua... e vc só em casa vendo tudo pela janela do monitor. Mas quem me conhece sabe que eu só sofro de FOME, mesmo. Então eu uso essas redes pra angariar convites pra pizza, churrasco, padarias, cafézinhos e pavês com ganache. Porque seu ponto positivo é servir de ponte pro contato "real". E até pra fazer novos amigos, off-blog!
Serginho: Na internet conhecemos aquilo que as pessoas nos oferecem. Já se afastou de alguém por achar que o que oferecia não condizia com o que dizia?
Edu: Ótima pergunta. Não me recordo de nada muito específico o muito profundo. Geralmente consigo perceber logo (isso em se tratando de blogs - FB é mais difícil) se "o santo bate". Não quer dizer que a pessoa seja chata, ruim, boba, feia. Mas você entende. Por outro lado já teve gente que se afastou de mim. E gente com quem briguei, nos afastamos, e voltamos depois (né DO, seu lindo?)
Serginho: Que bom que voltaram!
Edu: DO é um cara "apaixonado". Posso não concordar com ele em algumas coisas, mas adoro a garra com que ele defende suas opiniões. Precisamos de mais gente assim. E a quiche supera tudo!
Serginho: Saindo do âmbito virtiual, você tem uma relação duradoura com o Mau. Como conseguem hoje em dia lidar com esse mundo tão conturbado e carente?
Edu: Esse mundão tá mesmo complicado e o Maurício sempre dá um jeito de se envolver em algo "vamos salvar o mundo". Sub-síndico, comissão anti-enchente, conselho municipal... Mau é Gente que Faz. E eu acho que tenho a função de relaxar um pouco o Bicho. Levá-lo pra passear no parque, desencanar, rir. Ele melhorou muito nesses anos. E eu, pela razão inversa, também. Acho que por isso a gente se "curte" tanto: aquilo de um aprender com o outro, assimilar o melhor do outro e retribuir com o melhor de si. Por isso outro dia falei de como seria esquisito e até divertido misturar os casais que conhecemos. Porque essa integração entre um par, após uns anos, fica bem forte. Mas é algo que às vezes a gente pode pensar. Como seria eu com outro? Penso na trabalheira que daria construir tudo de novo. Não é um trabalho ruim, pelo contrário, mas dá... trabalho!
Serginho: O Maurício é engajado politicamente mas e você?
Edu: Eu acompanho. Não dá pra ser síndico e afins - essas coisas precisam de tempo, dedicação (e geralmente não dão retorno financeiro). Mas acho extremamente importantes. Se não tem falcatrua na administração (do que quer que seja), por tabela a gente ganha/economiza também. Nem toda atividade é remunerada com salário direto, mas com a economia que ela proporciona. Pra isso, contudo, ele precisa ter o suporte financeiro-careta. Minha parte. Mas sempre que dá eu meto a mão também.
E eu reciclo, economizo energia, procuro votar "esquerdo", sou Timão, diferenciado mas limpinho (quando preciso).E uso crocs com meia no inverno. Tudo manifestações políticas! Pra você eu empresto meus crocs "anytime".
Serginho: Mas mudando o foco. O que você tem visto e escutado hoje em dia, um ano depois da entrevista que fizemos?
Edu: Marcelo Jeneci! E a tiazinha de Recife, AD me deu de presente, mas me foge o nome. E ando deixando o preconceito de lado e assistindo todos os clipes musicais que o povo coloca no FB ou blog, seja música inglesa, francesa ou hindu. Pra assistir eu recomendo veementemente Modern Family. Mike & Molly são (literalmente) fofos! E Fringe, Breaking Bad, Big Bang, os de sempre! 
Serginho: Existe algo que tenha feito que se arrependa?
Edu: Poderia dizer que foi o relacionamento com meu primeiro namorado. Ele era muito confuso, perturbado, e eu não soube conduzir a história bem. Depois de 8 meses eu simplesmente parei de telefonar, de ir na casa dele. Covarde pra terminar propriamente. Imaturo. E se tem algo de que me arrependo é quando percebo que "brinquei" (mesmo por falta de experiência) com os sentimentos dos outros. Qualquer outra coisa, qualquer outra burrada, a gente conserta. Já quando a gente causa uma decepção, aí é quase impossível.
Serginho: Porque acha impossível?
Edu: Sempre fica a lembrança, o arranhão no cristal do sentimento. Mesmo que a gente perdoe, a lembrança está ali. E com ela, o medo. Claro que esse cristal é a gente que cria, muitas vezes, com ilusão. E os arranhões às vezes vêm pra transformar a paixão-cega em amor-cúmplice. Mas eu poderia ter feito melhor, naquele caso.
Serginho: Mas quando se perdoa não deveria esquecer? 
Edu: Esquecer a gente nunca esquece. A sinapse fica lá. Perdoar é voltar a acreditar, mesmo sem esquecer. E é possível sim. Mas na questão do arrependimento, eu preferiria não ter feito da forma que fiz. A propósito, hoje temos uma relação de amizade. Ele me mandou mais livros de sua autoria, tá no meu FB, enfim.
Serginho: Qual seu maior medo?
Edu: Tô pensando... Acho que medo de "faltar" pra minha família quando/se eles precisarem. Parece que tudo vai dar certo, segundo dizem as bruxas por aí, mas nem falo apenas de dinheiro. Medo de faltar em carinho, caráter ou como seja. Medo de perder todas as chances de dizer/demonstrar que os amo. Bah, tá muito gay essa resposta, mas se ser gay é ter amor pelas pessoas, so be it!
Não é que eu seja lindo ou especial ou destemido. Medo eu tenho vários. Mas tb confio que consigo superar qualquer coisa, de um jeito ou de outro.
E eu tenho medo de abelhas e outros bichos voadores picadores!

7 comentários:

CIELLO disse...

ele é fofo!

AD disse...

Patrícia Polayne.

Hugo de Oliveira disse...

Serginho,

ficou legal sua entrevista com Edu...gostei.

abraços

Dino Costa disse...

Praia de verdade! Eu quero!

São disse...

Interessante.
Medos de objectos voadores??
Um abraço aos dois

Dan disse...

adooooro!

Fred disse...

Medo de picadura?!?!
Essa é nova!
Hahahaha!!!
Edu é o ursinho mais pimpão de Blogsville!
Maravilha, Serginho!