terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Jardim das Folhas Sagradas

Ok, começamos a semana bem com boy magia, fuxico e pensamento positivo, agora vamos ao que interessa? Vamos falar de cinema, assunto que vira e mexe eu posto aqui. E o filme da vez é uma das estreias de novembro, O Jardim das Folhas Sagradas, conta a história de Bonfim, bancário bissexual que vive uma relação dupla com a mulher evangélica e chata e seu colega de trabalho, ao mesmo tempo em que sofre discriminação no banco por ser negro e tem que decidir se vai mesmo abraçar o candomblé. Com assuntos tão intrigantes muita gente pode estar acreditando que um grande filme vem por ai. Pois é, o filme tem mesmo estes elementos fortes que poderiam agradar a gregos e troianos, mas o que se vê não é bem assim. Tudo é apresentado ao espectador duma vez só logo nos primeiros minutos da película. Bonfim está num casamento fracassado, parece gostar do namorado, mas não se decide. Nem a morte do rapaz altera alguma coisa em sua vida até que sua colega racista solta mais um dos seus comentários jocosos. Neste momento parece que Bonfim acorda. Do nada, ele larga tudo e abraça o candomblé de vez. E o que parecia estar resolvido vira de cabeça pra baixo a vida de nosso herói. Bonfim é contra o sacrifício de animais e portanto divide toda uma nação.
O grande problema de O Jardim das Folhas Sagradas está em vender algo para o espectador e não entregar. O bom argumento se perdeu num roteiro que não foi bem amarrado, mesmo com todo o esforço do elenco e da excelente direção de arte, algumas cenas não casam com outras e não o ajudam a andar. O que poderia ter resultado num filme memorável vai se esvaindo ao longo da projeção. Todos os conflitos de Bonfim se perdem e não se resolvem e o pior é um certo tom preconceituoso apresentado. Talvez a ideia seja esta, se os caminhos traçados estão certos ou não, o filme não responde.


6 comentários:

ManDrag disse...

Assisti (assistimos) o filme com alguma expectativa e entusiasmo. Mas no fim faltou qualquer/muita coisa; pois pareceu-me que com a ânsia de querer falar de tudo, num filme só, acabou sendo muito pouco dito sobre cada um dos itens propostos. Contudo é um filme a ver!
Também achei algum preconceito dissimulado por parte de quem escreveu e dirigiu.
Esperemos pelo próximo.

Beijos

alan raspante disse...

A sinopse é muito maluca. Muito enrolada. Era claro que o filme iria se perder. Poucos conseguem colocar tantos complexos num só personagem e conseguir desenvolver isso com "maestria".

Enfim, até fiquei curioso... Mas ver será outros 500!

Abs querido!

Paulo Braccini - Bratz disse...

que bom saber ... nem vou perder meu tempo ...

bjão

Edilson Cravo disse...

Serginho:

Well well well...passo....kkkkkkkkkkkkkkkk.
Abraços querido.

Mariposo-L disse...

Eu esperava mais deste filme , mas agora depois do que vc escreveu nem sei se vale a pena ir até o cinema para ver .... talvez ir cinema e comer pipoca e pedir esse filme para ver ...

um abs

Fred disse...

Ai... confesso que não deu muita vontade... ainda mais depois de ler os comments da galera... hehehe!
Valeu Serginho! Curtiu a capa do livro do Mel, então? Que bom! Bjão, querido!