sábado, 19 de maio de 2012

Homens e Livros

A literatura sempre teve um peso muito grande em minha vida. Sempre fui daqueles que liam tudo que aparecia em minha frente. Engraçado que muito antes de aprender a ler, já gostava das letras porque elas eram incríveis, juntas contavam algo e como curioso que sou, tinha que descobrir o que contavam aquelas coisinhas. Lembro que um dia minha madrinha levou para casa uma grande máquina de escrever para trabalhar. Aquele negócio feito de ferro e pesado, mas que tinha um som gostoso cada vez que eu apertava os botões foi uma diversão duma tarde toda, mesmo formando palavras sem sentido algum. Tempos depois, imaginem a minha alegria quando aprendi a juntar todas aquelas letras e começar a dar sentido a tudo aquilo. A máquina de escrever já não estava mais em casa, mas eu tinha papel e muitas canetas de hidrocor e lápis coloridos. Agora tudo fazia sentido. Eu queria brincar com todas aquelas letras. Gostava de ler os gibis em voz alta, talvez achasse que assim os personagens me ouviam e eu entraria melhor dentro da história. Haviam também aqueles livros da série vaga-lume, anos depois idolatrava Agatha Christie até descobrir que existiam tantos livros melhores... Hoje eu tenho tesão por Tchekov "e antes tesão por ele do que por ela", dirá meu namorado.

(postado anteriormente em outro blogue)

4 comentários:

Alan Raspante disse...

Eu não lembro se fiquei incrivelmente feliz quando aprendi a ler, mas sei que hoje eu gosto, e muito...

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

tb gosto e muito!

Latinha disse...

Série Vaga-Lume era tudo de bom!!!
Eu adorava! O Mistério do 5 Estrelas, nunca esqueci...

Grande abraço!

ManDrag disse...

Com as letras se constroem mundos.

Beijos