sábado, 31 de março de 2012

Alan Raspante

O moço é inteligente, apaixonado por cinema, escreve muito bem, é divertido e ainda por cima, um fofo! Senhores, eu vos apresento, Alan Raspante!

Serginho Tavares: Você adora cinema, quando esta paixão surgiu? Foi influenciado por alguém?
Alan Raspante: Sempre gostei de cinema. Não sei ao certo quando surgiu, acho que foi desde sempre mesmo. Ficava acordado até tarde para ver os filmes na televisão e, quando ganhei um vídeocassete do meu pai (eu tinha uns 8 anos), claro, foi aquela loucura toda. O VHS foi o meu brinquedo durante muito, mas muito tempo mesmo. Acho que foi o melhor presente que alguém poderia ter me dado na época. Influência, de fato, eu tive de um amigo da família (ele era patrão da minha mãe). Ele adorava cinema e sempre gravava filmes para mim. Creio que ele tenha sido uma boa influência nesse quesito.

Serginho Tavares: Dentre os filmes que viu, quais aqueles que mais influenciaram sua vida e porquê?
Alan Raspante: Os filmes tiveram uma parcela de culpa no que eu sou hoje, com certeza. Não sei ao certo dizer quais aqueles que influenciaram a minha vida, mas acho que "As Horas" despertou algo muito grande em mim. Eu vi o filme tem bastante tempo, mas na época teve uma importância muito grande. Quer dizer, eu não entendi muita coisa, mas me fez prestar mais atenção nas coisas ao meu redor. Me fez questionar que tudo pode sim ter um sentindo ou uma consequência. Não apenas como ser humano, mas "As Horas" fez de mim uma pessoa melhor. Com certeza, me influenciou em muita coisa!

Serginho Tavares: Quais os piores filmes que assistiu, mas que mesmo assim eles são considerados filmes cult por muitas pessoas?
Alan Raspante:  Agora você me quebrou as pernas! Mas vamos lá... Assisti recentemente o filme "O Conformista" do Bertolucci, aquele que é conhecido como um dos melhores de sua filmografia. Técnicamente, o filme é perfeita. Realmente, Bertolucci nunca esteve tão bem na direção como aqui, mas o filme é muito chato. Eu sempre sou uma topera para filmes políticos, mas esse não me desceu mas de jeito nenhum. Achei a história confusa e muito "viajada". Dessas que realmente termina e você apenas diz: "é isso? só isso?", mas, enfim, o filme é bastante adorado pela turminha do cinema. Eu ainda estou meio confuso com "A Árvore da Vida" já que, é um filme plasticamente perfeito e com boas intenções, mas sei que não veria de novo. Não tenho paciência para tanta divagação. Certamente foi um dos filmes mais decepcionantes para mim. E só para fechar com chave de ouro: nunca vou entender o amor de todo mundo por "Amarcord". Está certo que Fellini é um grande diretor, mas "Amarcord" é tão chato que me dá até preguiça de falar o quão chato ele é, mas é aquela coisa, né? É de um grande diretor e um grande diretor nunca erra. Son hos? Já basta os meus!

Serginho Tavares: Você escreve tão bem e é tão bem articulado pra sua idade,  assiste e conhece tantos filmes... Já pensou em realizar um filme?
Alan Raspante: Muito obrigado, Sé! Não acho que escrevo bem (e isso nem é aquela coisa de tentar ser modesto... sabe?), mas ainda sim, obrigado. Se quero fazer um filme? É o único objetivo que tenho em mente. Mas também existe um problema: sou extremamente preguiçoso. Não sou o tipo de pessoa que para e rascunha um roteiro ou fica brincando com a câmera para fazer média. Acho isso um pouco estranho (mas, claro, totalmente válido e sai coisas bacanas quem vive fazendo esse tipo de coisa e etc). Mas no momento eu estou me dedicando bastante (ou quase) para entrar em alguma federal para cursar Audiovisual. Mas é isso mesmo: eu ainda vou fazer um filme. Só não sei quando, como e em qual circunstância.

Serginho Tavares: Quais filmes mais te surpreenderam positivamente e negativamente?
Alan Raspante: Vou ser bem genérico nessa pergunta, ok? Eu adoro comédia romântica. Adoro de paixão mesmo. Por mim, só assistiria comédia romântica e ponto final (tá, não é pra tanto assim). Acontece que, eu nunca espero nada de uma comédia romântica. Sempre espero pelo pior e pelo clicê, mas, estranhamente, até quando eu vejo um clichê, eu acabo gostando e comprando a ideia do filme. Sei lá. É meio difícil uma comédia romântica não me surpreender positivamente. Caso contrário ela tem que ser muito ruim mesmo. Esses dias mesmo estava vendo um filme com a Jenifer Anniston (não me lembro o nome) e me surpreendi com o quanto eu gostei do filme, sabe? Esse tipo de coisa sempre me acontece. Negativamente? Vejamos... Eu esperava com ansiedade "A Árvore da Vida" e realmente foi bem decepcionante sair da sessão pensando na bosta que eu tinha acabado de ver, mas vou indicar "De repente, no último verão". Esse filme possui um elenco de encher os olhos e uma trama bacana envolvendo temas como assassinato e homossexualismo, mas é um filme tão mal aproveitado e ambicioso que me surpreendeu de forma extrema. Você saber que o filme tem tudo para ser bom e não ser, realmente, é a pior coisa que existe.

Serginho Tavares: Além de cinema, você também fala de Lindsay Lohan. de onde surgiu esta paixão pela ruiva doidona de Hollywood?
Alan Raspante: Essa pergunta foi uma surpresa. Não esperava por isso... Sabe que só agora que me toquei que sou fã da Lilo? Sério. Bem, eu cresci vendo a Lindsay. Cresci vendo "Meninas Malvadas", "Sexta-fera muito louca" e etc. Ela, assim como tantas outras (as gêmeas Olsem, por exeplo) fazem parte da minha infância. Eu tenho um carinho e por ela e fiquei triste quando ela enlouqueceu dessa forma. É uma sensação estranha, mas é aquele tipo de vergonha alheia. Você sabe que é ridículo, mas acaba gostando da ideia. Gosto dela como atriz e mesmo que seja uma cantora bastante razoável, consegue ser melhor que a Britney Spears. Eu acredito no potencial dela. Espero que ela consiga se reerguer e mostrar ao mundo que é melhor que isso, sabe? E acabei me lembrar que preciso rever aquela delícia de "Eu sei quem me matou". É uma bomba, mas eu sabe que eu gostei?

Serginho Tavares: Perdemos grandes estrelas nos últimos tempos, este ano uma delas, Whitney Houston, almejava um retorno às telas e já se fala num filme baseado na vida da estrela. Quem você gostaria de ver como Whitney?
Alan Raspante: Se analisarmos pelo vocal, acho que Rihanna e Beyoncé seriam escolhas interessantes. Rihanna já está iniciando carreira no cinema, mas não tenho ideia se atua bem e tudo mais; Beyoncé seria uma escolha mais certeira: canta bem e, quando bem dirigida, acaba sendo aceitável como atriz, mas ainda sim, ambas não conseguiriam atuar de forma digna a Whitney. Creio que Halle Berry faria um trabalho estrondoso, mas sei que a mesma já está numa idade avançada (já passou dos 40) e dependendo do foco, não seria muito bacana. Acho que Zoe Saldana seria uma opção interessante. Está certo que não tem a mesma fisionomia, mas é uma boa atriz. É, Halle e Zoe seriam ótimas opções!

Serginho Tavares: E música? Qual seu setlist da vez?
Alan Raspante: Tenho um gosto tão "perdido" pra música que chega a dar tristeza, mas sobretudo, adoro pop. Ando ouvindo bastante a Lady Gaga, Marina and the Diamonds e Lana Del Rey, mas estou encantando pela Maria Mena. Gosto muito da Vanessa da Mata e sempre acabo ouvindo alguma do Cazuza para animar o meu dia (animar não é bem a palavra certa, mas...). Ah, porém, não troco Mallu Magalhães por nada nesse mundo. Nunca fui fã dela e sempre cara de merda quando alguém aparecia do meu lado com uma música dela. Sabe aquela coisa de, você saber que a bendita é "cult" e desprezar por esse fator? Ir contra algo só porque todo mundo gosta? Então... Mas me apaixonei perdidamente pelo seu último álbum, "Pitanga". Pronto. Ela no momento, não sai da minha playlist! 

Serginho Tavares: Você cogitou dar um tempo no Satélite Assassino, mas não demorou muito (graças a Katharine Hepburn) e voltou. Não conseguiu se livrar de nós? E porque o nome Satélite Assassino?
Alan Raspante: Sabe qual é o verdadeiro problema? Falta de tempo e uma internet que faz até o diabo correr. Juro! É exatamente este o problema. Aí acaba resultando nisso. E tem também o fator de ser bastante volúvel mesmo. Me canso rapidamente de algo e acabo tendo essa necessidade de colocar um ponto final ou algo assim. Mas agora eu me acertei com ele; ele está todo gracioso e eu apenas atualizo quando tenho algo bacana para postar ou tempo. Simples. Estava com aquela história de "8 ou 80" na cabeça. Da onde veio o nome? Sabe que eu não sei. Simplesmente coloquei lá e registrei. Mas acho (só acho mesmo) que no dia, eu vi alguma postagem do Diego (do blog "Câmera de Vigilância") com esse nome ou algo parecido. Isso me veio agora à cabeça. Deve ter sido isso, mas é só um achismo mesmo.

Serginho Tavares: O que diria aos seus fãs?
Alan Raspante: Fãs? Quem é o meu fã, faz favor e levanta a mão. Viu? Não estou vendo ninguém, mas se tiver: muito obrigado por me aturararem sempre. Sabe, amo vocês, ok? E, Serginho, valeu pelo carinho desde sempre. Obrigado pelo convite (eu-dei-uma-entrevista); Agora sei como uma celebridade se sente: famosa (??). Enfim, é só isso mesmo... E isso não é um achismo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

30 e 31

Nunca mais (filme mais traumático)
Glen ou Glenda não é considerado o pior filme de todos os tempos e sim Plano 9 do Espaço Sideral do mesmo Ed Wood. Entretanto movido por uma curiosidade sadomasoquista fui assistir o primeiro e ele consegue a proeza de ser pior do que qualquer coisa que um dia venha a ser feita no universo!
Obviamente não pretendo ver Plano 9.

Minha Vida em 3 sequências
O Homem Aranha é um rapaz que tem bom humor, é destemido, intrépido. Quem nao gostaria de ser como ele? Mas, o bom moço é obrigado a usar uma máscara. Ela não esconde o bom coração de Peter Parker, muito pelo contrário. Ela o revela.

quinta-feira, 29 de março de 2012

28 e 29

Quente e Úmido (melhor sequência de sexo)
O holandês Paul Verhoeven transformou um softporn num clássico do gênero suspense. Claro que grande parte disso devemos a escalação de Sharon Stone que desfila seu charme e ambiguidade em Instinto Selvagem. Seria ela assassina ou não? Enquanto nos perguntamos vemos seu jogo de sedução ao tentar envolver o detetive Nick Curran interpretado por Michael Douglas. E a cena de sexo entre eles não é apenas o grande ápice do filme, é o filme.

Saída pela Esquerda (melhor sequência de perseguição)
Operação: França não é apenas um dos melhores filmes dos anos 70, mas é tambem um dos melhores filmes já feitos. Os motivos não faltam: roteiro, direção, edição, fotografia, tudo funciona muito bem e o sempre ótimo Gene Hackman nos apresenta um dos seus melhores papéis. A  famosa sequência de perseguição é tão realista que serviu de base para todas que vieram depois.

terça-feira, 27 de março de 2012

24, 25, 26 e 27

Andei sumido, mas não esqueci de vocês nem deste Meme dos infernos, vamos lá que está quase acabando!

Melhor par romântico:
Depois de muito pensar só consegui encontrar um: A Dama e O Vagabundo. Casal tão fofo como este só mesmo num desenho da Disney.

Melhor Vilão Favorito nos Filmes: 
Hannibal Lecter era um serial killer que amava tanto suas vítimas que as comia! Existe vilão melhor que este? E ainda preparava banquetes refinadíssimos para seus amigos. 

Unha e Carne (Melhor Amizade):
Jack Lemmon e Walter Matthau eram amigos na vida real e nos filmes e representaram bem isto no filme Um Estranho Casal.

Porrada:
As melhores cenas são sempre dos filmes de Zhang Yimou muito bem coreografadas que dá vontade mesmo de entrar no clima e sair dando voadora por ai. Herói com Jet Li é mais um de tirar o fôlego! 


sexta-feira, 23 de março de 2012

23 - Melhor DR


Closer é um filme sobre relacionamentos e num filme assim o que não faltam são DR's. E das boas!
A melhor é uma briga entre Julia Roberts e Clive Owen, ou melhor, Anna e Larry.

Anna: We do everything that people who have sex do!
Larry: Do you enjoy sucking him off?
Anna: Yes!
Larry: You like his cock?
Anna: I love it!
Larry: You like him coming in your face?
Anna: Yes!
Larry: What does it taste like?
Anna: It tastes like you but sweeter!

quinta-feira, 22 de março de 2012

22 - So you think you can dance (melhor musical)

Uma categoria dificílima de escolher dentre tantos que adoro. Mas não tem jeito e vou ficar mesmo com aquele que brinca com o gênero. É tambem por causa deste filme que não me atrevo a ver Laranja Mecânica porque a imagem que quero guardar é a mais terna possível. Cantando na Chuva faz rir e nos leva a dançar e cantar com Gene Kelly, o grande astro dos musicais. Ao lado de uma simpática Debbie Reynolds, do histriônico Donald O' Connor e da divertidíssima Jean Hagen eles elevaram o padrão transformando o filme num clássico desde o lançamento. Gene é Don Lockwood astro dos filmes mudos ao lado de Lina Lamont ou Jean Hagen. Com a chegada do cinema falado a carreira de ambos corre risco já que Lina só sabe fazer caras e bocas na telona. Don tem uma ideia incrível para salvar sua carreira e no meio disto tudose apaixona por Kathy (Debbie). Juntos e contando com a ajuda do amigo Cosmo (O'Connor) tudo pode dar certo. Mas eles não contavam com a astúcia de Lina...
Repleto de momentos inesquecíveis como a emblemáitica sequência onde Gene Kelly canta e dança na chuva e que teve leite misturado com a água para aparecer mais na tela, Gene, Debbie e Donald cantando e sapateando ao som de "Good Morning", Jean Hagen que rouba as cenas em todos os momentos que aparece e por isto recebeu uma justíssima indicação ao Oscar®. 
E como esquecer o show de Donald O'Connor com "Make 'Em Laugh"? Um filme para se ter guardado dentro do coração.

21 - Preto no Branco (Melhor Noir)

Famoso tenista tenta o divórcio para casar novamente, não consegue e encontra homem que se oferece para matar sua esposa desde que ele mate seu pai. Ele não aceita a proposta, mas o estranho a realiza e insiste que ele cumpra com o tal Pacto Sinistro.
Filme noir dirigido pelo mestre do suspense, aqui temos todos os elementos característicos do gênero. A duabilidade do roteiro proporciona toda a tensão necessária até o desenlance final.
Um dos melhores filmes de Alfred Hitchcock, atentem para cena em que ele aparece subindo no trem carregando um instrumento musical.

terça-feira, 20 de março de 2012

20 - Melhor comédia romântica

Uma Linda Mulher 
Um verdadeiro conto de fadas urbano. A jovem Vivian é uma prostituta que um belo dia conhece o milionário Edward. Ele a contrata por uma semana, mas o inevitável acontece: eles se apaixonam. Com um enredo simples e contando com o carisma do duo central, rendeu milhões de doláres e catapultou a carreira da então novata Julia Roberts. Richard Gere voltava ao estrelato num papel que fora oferecido a Christopher Reeve e Al Pacino. Ambos recusaram e Gere so aceitou após conhecer Julia. A atriz se submeteu a um teste já que Meg Ryan, Molly Ringwald, Jodie Foster e Daryl Hannah não puderam fazê-lo. É inevitável que o sucesso do filme está na perfeita sintonia do casal. Richard desfila charme e elegância enquanto Julia deixa registrada sua indefectível gargalhada encantando todo o mundo. Ela é a responsável pelos momentos engraçados do filme, o transformando numa comédia romântica e não num filme meloso e por isto mereceu uma indicação ao Oscar. O gênero encontra aqui um dos seus belos e perfeitos momentos onde praticamente tudo deu certo. Diálogos divertidos, trilha sonora gostosa, enfim, como não gostar de Uma Linda Mulher?

segunda-feira, 19 de março de 2012

18 e 19

Melhor Animação:
As Bicicletas de Belleville é uma animação francesa que cativa qualquer um que assiste. Impossível ficar passivo perante as cores, ao traço de Sylvain Chomet e o incondicional amor de uma avó pelo seu neto que quando é sequestrado, arregaça as mangas e parte em busca dele ao lado do seu fiel cãozinho. Quase sem diálogos, eles aparecem apenas em momentos cruciais ("...é uma casa portuguesa com certeza, pão e vinho sobre a mesa..."), faz rir, faz chorar, mas tudo na medida certa.


O Melhor Faroeste:
Dois pistoleiros americanos e desempregados se unem a mais cinco amigos para ajudar vilarejo mexicano contra gangue de impiedoso bandido. Sete Homens e Um Destino determinou o gênero western servindo de referência. Pode-se dizer que no gênero há um antes e depois deste filme baseado no clássico de Kurosawa. E a trilha sonora se tornou tão poderosa (ou até mais) que o filme.

domingo, 18 de março de 2012

17 - Brasileirão

Esqueçam a novela exibida pela extinta Rede Manchete. Aqui temos um bom exemplo do que o cinema brasileiro era capaz de desenvolver. Uma história genuinamente brasileia de uma personagem lendária. Xica da Silva é um filme divertido do começo ao fim. Com um elenco formidável capitaneado por uma Zezé Motta muito a vontade no papel. Difícil escolher uma cena preferida. Logo no começo percebemos o caminho que o filme toma. A cena de amor entre Xica e o Comendador João Fernandes ou quando ela tenta entrar na igreja vestida de sinhá ou quando sonhando conhecer o mar seu comendador o constrói e ela logo se entedia ou quando tenta seduzir José Wilker, melhor, o Conde de Valadares com uma dança afro. Enfim, as cenas são impagáveis assim como a música-tema de Ben Jor se tornou imortal.
Cacá Diegues, o diretor, está em sua melhor forma. Depois ele nos deu Bye Bye Brasil, o melhor road movie tupiniquim e infelizmente depois da retomada do cinema nacional, ele perdeu a mão. Se tornou um diretor burocrático, mediano (vide Tieta e Deus é Brasileiro) não tem mais o mesmo gás de outrora. Uma pena. Mas sua obra nos anos 70 vale a pena ser vista sempre.


sexta-feira, 16 de março de 2012

16 - Melhor Durão (mas que no fundo é coração mole)

Marlon Brando soube como ninguém personficar este tipo de valentão. Dentre tantos escolhi o que o transformou em astro no filme Um Bonde Chamado Desejo.
Stanley Kowalski achava que tudo ia bem até a chegada da cunhada Blanche Dubois, mas o valentão do pedaço acaba se sentindo ameaçado com a presença daquela frágil mulher cheia de opiniões contundentes. Ele xinga, grita o nome da mulher, Stela, enquanto rasga a camisa e mostra o forte peitoral, chora, esmurra paredes, ele não quer ser contrariado, mas no fundo é inofensivo e quer ser apenas cuidado. Melhor coração mole não há. Aliás há, mas este fez escola. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Top 10 - Pilotos

Dando uma pausa no meme e aproveitando que este fim de semana teremos estreia de uma nova temporada de Fórrmula 1 nada melhor que ver os bofes mais lindos da categoria para quem curte um macacão e cheiro de óleo ou apenas para quem curte homem mesmo.
10 - Lewis Hamilton, inglês, 27 anos, campeão em 2008 e namorado da estonteante Nicole Scherzinger.

09 - Jean-Éric Vergne, francês, 21 anos, estreante.

08 - Charles Pic, francês, 22 anos, estreante.

07 - Bruno Senna, brasileiro, 28 anos, estreia na Williams este ano, escuderia em que o tio fez parte.

06 - Daniel Ricciardo, australiano, 22 anos, também não teve nenhum destaque até agora. 

05 - Mark Webber, australiano, 35 anos, está na categoria desde 2002 e possui seis vitórias e 29 pódios

04 - Kimi Räikkönen, finlandês, 32 anos, campeão em 2007, vice em 2003 e 2005. retorna a Fórmula 1 este anos apos um breve hiato.

03 - Sergio Pérez, mexicano, 22 anos, até agora a única notícia relevante é que ano passado no sofisticado GP de Mônaco, perdeu o controle do carro e bateu.

02 - Jenson Button, inglês, campeão da categoria em 2009.

01 - Timo Glock, alemão, completa 30 anos no domingo e uma vitória seria bem vinda. Mas enquanto ela não vem, ele vence aqui mesmo.

terça-feira, 13 de março de 2012

13, 14 e 15

Maior roubada cinematográfica:
Al Pacino e Michelle Pfeiffer trabalharam juntos num clássico dos anos 80 chamado Scarface. Anos depois resolveram reunir a dupla num filme chamado Frankie and Johnny. Nesta comédia cínica ambos não estão a vontade em meio a um roteiro que parece feito às pressas. Para piorar, tudo era muito previsível. Homem sai da cadeia e arruma emprego numa lanchonete, lá se apaixona pela garçonete. Nada de novo, uma direção ruim, nada flui e o que deveria fazer rir, constrange. Não recomendo para ninguém.

Batendo papo (melhor diálogo):
Quem tem medo de Virginia Woolf é uma adaptação de uma peça de Edward Albee portato já nasceu com um texto forte apenas para grandes atores brilharem já que está repleto de dialogos fabulosos. As brigas entre Martha (Elizabeth Taylor) e George (Richard Burton) entraram para a história e há quem diga que ambos resolveram exorcizar seus demônios em cena. Os atores estão no limite e se jogam sem medo. Entre um grande momento e outro selecionei este:
George: You're a monster - You are.
Martha: I'm loud and I'm vulgar, and I wear the pants in the house because somebody's got to, but I am not a monster. I'm not.
George: You're a spoiled, self-indulgent, willful, dirty-minded, liquor-ridden...
Martha: SNAP! It went SNAP! I'm not gonna try to get through to you any more. There was a second back there, yeah, there was a second, just a second when I could have gotten through to you, when maybe we could have cut through all this, this CRAP. But it's past, and I'm not gonna try.

Melhor horizonte (fotografia inesquecível):
Este aqui nem tem muito o que dizer, apenas ver. O Clã das Adagas Voadoras é uma obra prima da fotografia, um exemplo perfeito do que o cinema é capaz de fazer. É pra se devorar com olhos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

12 - Melhor Ano da História do Cinema

Não tenho dúvida alguma que 1939 foi o melhor ano da história do cinema.  E o vento levou, O Mágico de Oz, Ninotchka, A Mulher faz o Homem, No Tempo das Diligências, O Morro dos Ventos Uivantes foram filmes deste mesmo ano, filmes que marcaram gerações e gerações de cinéfilos.

E o vento levou: Scarlett é uma jovem mimada que quer a todo custo casar com o vizinho Ashley, mas ele está prometido à prima, a frágil Melanie. Mesmo assim, ela não desiste de tê-lo. Porém um arrogante Rhett Butler aparece em sua vida e junto com ele a Guerra. Scarlett está entre dois mundos, dois homens e o que ela fará para ter tudo o que deseja .

O Mágico de Oz: Depois da passagem de um poderoso tornado, Dorothy e seu fiel cãozinho Totó vão parar no fascinante mundo de OZ, mas ela quer voltar para sua casa no Kansas junto da sua avó. O único que pode fazê-la retornar é o misterioso Mágico de Oz. No seu caminho pela estrada de tijolos amarelos ela faz amizade com um Espantalho que deseja ter um cérebro, um Homem de Lata que almeja coração e um Leão covarde que quer apenas ser corajoso.

Ninotchka: Mulher se apaixona não apenas por Paris, mas por um homem que lhe mostra o bons bons prazeres da vida que ela desconhee. É que a jovem é comunista e está na França para executar um importante trabalho que seus camaradas deixaram inacabado.

A Mulher faz o Homem: Jefferson Smith é um homem simples, honesto e inocente que é levado por falsos políticos para a capital americana com o objetivo de ser um senador controlado por eles. Neste processo ele acaba descobrindo que muito do que acreditou é uma grande mentira.

No Tempo das Diligências: Grupo de estranhos viaja com destino ao Novo México e no meio do caminho até o desfecho final, muitas coisas acontecem.

O Morro dos Ventos Uivantes: Adaptaçao da obra de Emily Brontë. Viajante perdido se depara com estranha casa onde a criada conta a história da família.

domingo, 11 de março de 2012

10 e 11

Guilty Pleasure - Definitivamente não conheço nenhum filme que possa inserir nesta categoria pelo simples fato de que se eu gosto, não me sinto culpado por ter prazer em gostar dele e pouco me importa a opinião alheia. Mesmo sabendo que isto é uma brincadeira não responderei algo que para mim não existe. Seria injusto com comigo, com vocês, com  os filmes.

Melhor Drama - A Malvada
Bette Davis é sempre Bette Davis não importa qual o filme, ela o transforma em algo colossal. Aqui vemos a grande dama do cinema em todo seu potencial dramático ao ser confrontada por uma magistral Anne Baxter. A história é famosa: grande atriz da Broadway conhece fã que entra em sua vida e de assistente leal, transforma-se em usurpadora. A Malvada do título nacional é Anne Baxter e não Bette Davis para os desavisados; Como diz o título original, All About Eve, sim, veremos tudo sobre a tal Eve e como ela se transformou numa grande estrela. Diálogos afiados, grandes atores em cena e Marilyn Monroe em um dos seus primeiros papéis de destaque. O filme e as histórias de bastidores tornaram-se lendas. Dizem que Claudette Colbert e Ingrid Bergman eram as escolhas iniciais para o papel que coube a Bette Davis, entretanto a primeira ficou doente e a segunda não quis deixar a Itália; Zsa Zsa Garbor adentrou o set com ciúmes de Marilyn com o ator George Sanders que na época era casado com Garbor. Catorze indicações ao Oscar, sucesso de público e crítica, impossível não vibrar com Margo Channing ao proferir uma das mais famosas frases do cinema de todos os tempos: apertem os cintos, hoje a noite será cheia de turbulências!

terça-feira, 6 de março de 2012

06 e 07

06 -  Com o coração na boca
Inferno na Torre

Não sei quem foi que espalhou a mentira que este filme era baseado na tragédia que ocorreu nos edifícios Joelma e Andraus em São Paulo. Na verdade ele é baseado nos livros  The Tower, de Richard Martin Stern, e The Glass Inferno, de Thomas N. Scortia.
Inferno na Torre é um dos maiores clássicos do gênero catástrofe. Um incêndio destrói um edifício de 138 andares no dia de sua inauguração. Com um elenco estelar (Paul Newman, Steve McQueen, Jenifer Jones, Faye Dunaway, Fred Astaire, Richard Chamberlain e Robert Wagner) torcemos pelos personagens encontrarem uma saída e literalmente ficamos com o coração na boca o tempo inteiro e entre mortos, feridos e queimados ,salva-se Fred Astaire em uma de suas melhores atuações.

07 -  Comédia-tonta-que-não-prejudica-os-neurônios
Errado pra Cachorro

Jerry Lewis é Norman, um rapaz pobre que se apaixona por uma moça rica sem saber que ela é rica. Mas sua sogra (Agnes Moorehead, como sempre, maravilhosa) sabe e então arma um plano para humilhar o pobre Norman e assim convencer sua filha que o rapaz não é digno dela.
Divertido, repleto de situações inocentes, mas que divertem até hoje. Mais um excelente momento na carreira de Lewis que consege ser atemporal, discutindo relações afetivas de uma forma lúdica.

segunda-feira, 5 de março de 2012

05 - Atriz e Ator preferidos

Dame Maggie Smith
A geração mais jovem a conhece como Minerva, a professora do Harry Potter. Maggie Smith surgiu para mim bem antes. Mais precisamente me apaixonei por esta atriz ao vê-la em Morte Sobre o Nilo, excelente adaptação da obra de Agatha Christie. Impossível não vibrar com sua carga dramática em Primavera de uma Solteirona, seu primeiro Oscar. Até no tosco Fúria de Titãs ela mostrou força como a impiedosa deusa Thetis. Porém ela brilha mesmo nos dramas ingleses como uma Janela para o Amor ou Gosford Park. Maggie Smith não é uma força da natureza como Anna Magnani ou enigmática como Greta Garbo, tampouco complexa como Marilyn Monroe, voluptuosa como Elizabeth Taylor ou cheia de opiniões a cerca de tudo como Bette Davis. Esta verdadeira dama inglesa é uma atriz talentosa que sabe conduzir seus personagens com grande dignidade.

Sir Ian McKellen
Conhecido do grande público como o Gandalf ou Magneto das trilogias Senhor dos Anéis e X Men. Este ator inglês além de brilhar nos palcos e nas telas é um defensor dos direitos dos homossexuais há muito tempo; ele é co-fundador do grupo de Stonewall para quem não sabe. Certa vez disse que se todos se assumissem o mundo viria que os gays não são uma minoria. Vejam seu trabalho como Ricardo III e Deuses e Monstros.

domingo, 4 de março de 2012

04 - Melhor Diretor

Eu poderia ter escolhido Alfred Hitchcock, Sam Peckinpah, Fred Zimmerman, Woody Allen, Quentin Tarantino ou Stephen Daldry, mas como deixar de lado o homem que realizou Farrapo Humano, Crepúsculo dos Deuses, Sabrina, O Pecado Mora ao Lado, Testemunha de Acusação, Quanto Mais Quente Melhor, Se meu apartamento falasse e Irma La Douce? Billy Wilder, nasceu na Polônia e teve a mãe e os avós mortos em Auschwitz. Pretendia ser advogado, acabou mesmo virando jornalista.
Ao chegar em Hollywood não sabia falar bem inglês mas aprendeu rápido e iniciou uma bem sucedida carreira de roteirista. Escreveu Ninotchka com Greta Garbo em parceria com Charles Brackett. Logo depois tornou-se diretor e Brackett o produtor de vários de seus filmes.
Um dos grandes nomes da era dourada do cinema, morreu aos 95 anos deixando uma marca impressionate e claro, sem deixar substitutos.

sábado, 3 de março de 2012

03 - Sessão da Tarde Inesquecível

Quando era criança, na sessão da tarde passavam os musicais bobos do Elvis Presley até os mais rebuscados com Marilyn Monroe. Além, é claro, dos filmes de Jerry Lewis, da Fantástica Fábrica de Chocolate, Os Orfãos, Digby - O Maior Cão do Mundo entre outros que não lembro nome como aquele do homem que vira peixe e dai o filme vira durante um bom tempo um desenho animado ou do menino que viaja no tempo até a época dos faraós. Ok, sem mais delongas eu fico mesmo é com o clássico dos clássicos da sessão da tarde: Simbad e O Olho do Tigre. Aqui temos nosso herói, Simbad,  em direção a Charnak para pedir que o príncipe se case com sua irmã, mas ele descobre que o coitado do virou um babuíno pelas mãos da madrasta, a feiticeira Zenobia. Para quebrar o encanto Simbad parte numa perigosa aventura que inclui todos os tipos de monstros como um colosso de bronze, um tigre dente de sabre e um troglodita. Os efeitos especiais de Ray Harryhausen são um charme a parte, podem parecer toscos se obviamente formos comparar com o que vemos hoje em dia, porém quem se importa quando a diversão é garantida?

quinta-feira, 1 de março de 2012

01 - O Filme da Minha Vida

O Alan Raspante me propôs uma árdua tarefa de 31 dias. Me incluiu num Meme e quem acompanha o blog sabe que eu evito participar destas coisas, mas tudo bem quando o blogueiro é fofo, como é o caso dele. Este é com certeza o mais difícil de todos e consta em selecionar durante 31 dias, filmes divididos nas mais diferentes categorias. Coisa de louco! Mas eu gostei da ideia e vamos lá. Como este mês tem 31 dias nada mais apropriado. E se você gostou também sinta-se a vontade de faze-lo senão apenas aprecie. Sem moderação porque cinema nunca é demais!

O primeiro dia, o filme da minha vida. É claro que já começa me deixando tenso, afinal como posso escolher apenas um? Então, vou na contramão dos que achariam óbvio eu escolher um clássico de meados do século passado e desta vez vou ficar com um filme mais ou menos recente...
Longe do Paraíso é um drama dirigido por Todd Haynes e estrelado por Julianne Moore. Aqui vemos ela no papel de Cathy, uma dona de casa que de longe aparenta viver feliz com o marido, mas tudo desmorona quando ela descobre que o marido dela é gay. Se hoje em dia esta revelação deixaria meio mundo ouriçado imagine em pleno anos 50? Mas o drama de nossa heroína não fica apenas nisto. Ela desenvolve uma relação de amizade com um negro, interpretado por Dennis Haysbert (lindo, lindo, lindo, lindo). A cumplicidade criada por eles nos revela momentos inesquecíveis que apenas grandes atores poderiam nos dar.
A excelente fotografia de Edward Lachman capta a beleza dos personagens, nunca Julianne esteve tão linda no cinemascope. A direção de Todd Haynes, que antes já havia nos dado Velvet Goldmine e mais recentemente Não Estou Lá  e a minissérie Mildred Pierce com Kate Winslet é segura, não cai para o dramalhão como é de se esperar ao abordar temas tão delicados. Podemos observar aqui uma verdadeira aula de como deixar uma boa história fluir.
Vivemos numa sociedade altamente preconceituosa e é lamentável que tenhamos progredido a passos de tartaruga. Mesmo hoje em dia estas questões são jogadas para debaixo do tapete e nunca confrontadas. Longe do Paraíso coloca o dedo na ferida e nos deixa com ela para que possamos curar nossa dor sozinhos.