terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Mulheres

Ela desejou que a rival tivesse o rosto corroído pelo ácido. Melodrama barato dizia sua amante, mas ela era assim. Desejava que o mesmo ácido pudesse adentrar todas as imensas camadas do tecido adiposo da outra até que pudesse atingir seus ossos. Ou que a cabeça dela explodisse como uma botijão de gás após a roda de um ônibus passar por cima. Arrastava os dias arquitetando todas as lentas formas de tortura que levariam a outra a exaustão e consequentemente  a morte. Arrastava a si mesmo a dor. As unhas estavam carcomidas, já não tinha vaidade alguma porque esquecera de si mesma, entretanto nunca esqueceu a mulher que odiava. E assim o ódio a consumiu até a morte.
A morte da outra, claro, porque era só o que me faltava escrever um conto com lição de moral.

7 comentários:

FOXX disse...

kkkkkkkk
adorei o final.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Caraca! vc é phoda querido ... gostei por demais ... o final então nem MaterCard paga ... kkkkkkkkkk

bjão

Fred disse...

Muito bom! E o final foi a cereja... hahahaha! Que unhas são essas?!? OMG!!!! Bjos!

railer disse...

caramba...

São disse...

Adorei a nota final, rrrsss

O ódio faz mal a quem o sofre, mas pior a quem o sente, pode ter a certeza.

Beijinhos, meu bem

Edilson Cravo disse...

Serginho:

Uieee....corroído aqui..hahahaha.

Abraços querido.

Margot disse...

"Maldademodeon"...rsrrs
bjs