quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

confúsio


Sou a antítese das suas teses, sou a metáfora do seu pesadelo, sou a hipérbole do seu sexo renegado, sou a onomatopéia dos seus calos, sou a alegoria da sua ágora, sou a distrofia do seu pênis, o muco da sua genitália, o cancro duro do teu cérebro mole, o tísico da sua física, o leproso do seu estupor, o apêndice do seu índice, o anexo do seu re-sexo, a curva da sua turva, a reta da sua meta.
Mamo em tetas diferentes, de uma só leitada, de uma só beiçada, de uma só golada e se pegar na trave é trava, é treva, é trote, trota comigo até a esquina e me faz essa menina que morreu dentro de mim quando nasci pro mundo escuro que diz a soma ser sempre mais quando eu via sempre menos.
Retroescavado no escarro do gancho suicida do parafuso sorriso falso, dá cá um abraço e faz um afago que dentro de mim há dois bagos que necessitam carinho para florescer e ser, na tua cara, no teu queixo, no meu eixo, no seu beijo e na cara dos que abanam bovinos as cabeças e fecham caprinos as mãos.
Voa em cima de cima com fome de leão, peão, sermão, inquisição, molha aqui a língua seca com a semente de Adão, migra na temporada certa para longe comigo e abre no peito um novo quinhão, irmão, macho, escravo e patrão.
Possui esse daqui que sem posses atira tudo na contramão, intervenção, solidificação, sublimação do gelo dentro de mim, coração, extermina essa raça fria que merece fim sem perdão e evolui meu amor em novas formas, revela a ação, mete as mãos pelos joelhos e pés e simula a penetração.
Vai, vamos, vestidos feito damas em bailes tenebrosos, sombras no topo do morro de costas dizendo não, tão excitante enquanto arrumam as malas, tristes mais do que soam, mais amáveis enquanto overdozam pelo tráfego faminto que murmura, entre faróis coisas de mim e você.
Fome, já no segundo andar, somos tão música quando abraçados a sina de pecar.
Nota: que dizer? nada, absolutamente nada, veio assim natural o convite e eu que andava meio sonso desse mundo daqui achei a porta aberta e a luz dentro acesa e essa figura ímpar me chamando a entrar, aceitei e cá estou. Espero que gostem e se não gostarem, tudo bem, afinal não gostar já é em si um tipo de gostar, melhor que não sentir nada e de nada a vida já anda é cheia demais...

9 comentários:

cleber eldridge disse...

Caraca , belas palavras formam esse seu texto magnifico.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

estou em transe com este texto ... umas das coisas mais lindas q já li ... portentoso, underground, pura sensualidade ... pura filosofia ...

Beijão e dê asas à esta criatividade

beijas

Fred disse...

Se eu soubesse que estavas com teu passe a venda - com certeza o TPM comprava! E pagava em pica! #dessas! Hahahahahahahaha!

Melo, welcome back!!!
Sinto falta de ti nos mesus dias! Sucesso nessa parceria iluminada e tesônica! Bjs!

Wanderley Elian Lima disse...

Simplesmente fantástico. amei.
Bjux

Margot disse...

Gpstei muito Melo/Serginho. Um texto denso, tenso....sensual.
Abraços e boa parceria.

Namorado disse...

Muito bom. Gostei muito.

melo disse...

Grato a todos....mesmo!

E Fred, seu eu soubesse do pagamento tinha aceitado porque I'm dessas too...

Mas dou as caras por lá e nos demais para por as fofocas em dia..

xoxo

M

tavares disse...

Melo é biscoito fino. Quem não quer degustar?

FOXX disse...

ca-ra-lho!

sem palavras mesmo...


CA-RA-LHO!